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Agora é oficial: Acaba de vez a obrigatoriedade de aulas em autoescolas no Brasil.
Fim da obrigatoriedade de autoescola, redução da carga horária prática e criação da figura do “instrutor autônomo” são as principais mudanças. Medida visa reduzir custos e combater os cerca de 20 milhões de motoristas sem habilitação no país.
02/12/2025 10h50
Por: Kaio Silvano

BRASÍLIA, 02 de Dezembro de 2024 – O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) aprovou, nesta segunda-feira (1º), uma resolução que reformula profundamente o processo de obtenção da primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A medida mais impactante é o fim da obrigatoriedade da frequência em autoescolas, um marco na tentativa de reduzir os custos e a burocracia para novos motoristas.

A nova norma, que entrará em vigor após publicação no Diário Oficial da União (prevista para os próximos dias), busca ampliar o acesso à formação de condutores. Segundo pesquisa encomendada pelo Ministério dos Transportes, o alto custo é o principal impedimento para um terço dos brasileiros que não têm CNH, enquanto quase metade dos que dirigem irregularmente atribui a situação ao valor do processo atual.

Principais mudanças implementadas:

1. Flexibilização das Aulas Teóricas:

2. Revolução nas Aulas Práticas:

3. Regulamentação do Instrutor Autônomo:
Para atuar, o profissional deve:

4. Provas Permanecem Obrigatórias:
A flexibilização não elimina as avaliações. A prova teórica (múltipla escolha, com acerto mínimo de 20 questões) e a prova prática (em trajeto definido pelo órgão de trânsito, avaliada por uma banca de três membros) continuam sendo requisitos para aprovação. Não há limite de tentativas para a teórica, e a segunda tentativa da prática não terá taxa extra.

5. Outras Facilitações:

A medida é a mais abrangente reforma no sistema de habilitação em décadas e atende a uma demanda antiga por desburocratização. Entidades representativas de autoescolas, no entanto, já manifestaram preocupação com o possível impacto na qualidade da formação e na segurança no trânsito, argumentando que a redução drástica da prática pode ser insuficiente.

O governo federal rebate, afirmando que o foco da mudança é na eficiência do ensino e na competência do candidato, medida pelas provas, e não apenas no cumprimento de horas. A expectativa é que a nova regra formalize a situação de milhões de brasileiros que já dirigem sem carteira por não poderem custear o modelo tradicional.

Próximos Passos:
A resolução será publicada em detalhes no Diário Oficial, estabelecendo os prazos de implementação e as regras operacionais para os Detrans de todo o país. Os órgãos estaduais terão um período para se adaptar às novas diretrizes.