Polícia Maranhão
Gerente é mantido refém com explosivo no corpo durante assalto a banco em Porto Franco no Maranhão.
Criminosos invadiram a residência da vítima, renderam a família e forçaram a abertura do cofre da agência bancária. Equipe antibomba foi deslocada com urgência para o local.
02/12/2025 08h47
Por: Kaio Silvano

Um gerente do Bradesco segue mantido refém por criminosos, com um artefato explosivo preso ao corpo, após um sequestro que começou na noite de domingo (30) e se estendeu até esta segunda-feira (1º). Os três filhos do gerente, que também foram feitos reféns, já foram libertados e estão em segurança com a família. O caso mobiliza uma grande operação policial na região.

De acordo com informações da Polícia Militar do Maranhão, a ação criminosa teve início com a invasão da casa da família do gerente. Os assaltantes renderam todos os presentes e, em seguida, levaram as três crianças para um local não divulgado. O gerente foi obrigado a acompanhar os criminosos até a agência bancária sob sua responsabilidade, no centro de Porto Franco, para abrir o cofre.

Foi durante esse período, ainda conforme a polícia, que os criminosos amarraram ao corpo do homem dispositivos supostamente explosivos. A ação foi interrompida após a central de segurança do Bradesco identificar movimentação atípica na agência fora do horário de funcionamento e acionar as autoridades.

Cerco policial e fuga dos criminosos

Ao perceberem a chegada e o cerco realizado por equipes do 12º Batalhão da PM, do Comando de Policiamento de Área do Interior 3 (CPAI-3) e da Guarda Municipal, os suspeitos fugiram, abandonando o gerente ainda com o explosivo. As crianças, que estavam em outro ponto, foram localizadas e liberadas pelos criminosos na tarde desta segunda-feira, não tendo sofrido ferimentos.

"As três crianças já foram libertadas e estão em segurança com a família. Nossa prioridade absoluta agora é a integridade física do gerente e o desarme do artefato", afirmou o tenente-coronel Emerson, um dos coordenadores da operação.

Operação de desarme em andamento

Diante da gravidade da situação, uma equipe especializada em desarmamento de explosivos foi enviada de São Luís, capital do estado. A previsão era de que os peritos chegassem a Porto Franco por volta das 15h desta segunda-feira para iniciar os procedimentos de neutralização do dispositivo.

A operação também conta com o apoio do Centro Tático Aéreo (CTA) da PM, que auxilia no patrulhamento e buscas pela região. Até o momento, os criminosos não foram capturados. As investigações iniciais apontam para a participação de uma quadrilha organizada com atuação na região, que teria planejado meticulosamente o assalto.

As equipes policiais realizam diligências e buscas para tentar localizar e prender os envolvidos. A polícia trabalha com informações sigilosas e analisa imagens de câmeras de segurança para identificar os fugitivos.

O caso, que chocou a cidade do interior maranhense, é tratado pelas autoridades como um dos mais graves da recente história criminal da região, devido à ousadia, ao nível de planejamento e ao extremo risco imposto à vítima e sua família.

A reportagem aguarda novas informações oficiais sobre o estado de saúde do gerente e o desfecho da operação de desarme.