Polícia Codó
Funcionário de escola é flagrado beijando aluna dentro da sala de aula, em Codó.
Denúncia grave em Codó mostra funcionário de escola beijando aluna menor dentro da sala de aula, gerando revolta na comunidade. Pais e líderes locais cobram investigação imediata da gestão municipal e dos órgãos de proteção.
28/11/2025 13h59
Por: Joel Nascimento

Codó/MA – Uma denúncia grave abalou a comunidade do povoado Bom Jesus, na zona rural de Codó, envolvendo um suposto funcionário administrativo de uma escola pública estadual e uma estudante menor de idade. De acordo com relatos de moradores, o homem foi flagrado beijando a adolescente, de aproximadamente 15 anos, dentro de uma sala de aula da Escola Estadual Sebastiana Moreira.

A informação, acompanhada de uma imagem que comprova a situação, foi repassada a esta redação e gerou imediata indignação entre pais, alunos e lideranças locais. Nas redes sociais e no povoado, a cobrança por uma apuração rigorosa e por providências por parte das autoridades é unânime.

A Gravidade do Caso

O cenário do suposto ato – dentro da instituição de ensino, que deveria ser um ambiente de proteção e desenvolvimento – é apontado como um agravante. No entanto, a maior seriedade da denúncia reside na idade da aluna. No Brasil, manter relação sexual ou praticar ato libidinoso com menor de 14 anos configura o crime de estupro de vulnerável, conforme o artigo 217-A do Código Penal.

Para vítimas entre 14 e 18 anos, a situação é analisada sob outros aspectos legais, como a violação do dever de cuidado e a relação de autoridade, já que o envolvido é um funcionário da escola. A situação pode configurar outros crimes, como corrupção de menores, tornando a apuração policial e a atuação do Conselho Tutelar e do Ministério Público essenciais.

Indignação e Cobrança na Comunidade

O caso repercutiu fortemente entre os moradores da região. "Isso é um absurto, a gente confia nossos filhos à escola pensando que é um lugar seguro. É preciso que os responsáveis sejam punidos com todo o rigor da lei", desabafou uma mãe de aluno que preferiu não se identificar.

Lideranças comunitárias também se manifestaram, exigindo transparência e celeridade no processo. "Estamos chocados e acompanhando de perto. Cobramos da Secretaria de Educação e das autoridades competentes uma investigação imediata para apurar os fatos e tomar as devidas providências", declarou um representante local.

Aguardando Posicionamento Oficial

Este veículo tentou contato com a direção da Escola Sebastiana Moreira e com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para obter um posicionamento oficial sobre as medidas que estão sendo tomadas em relação ao funcionário e para saber se o caso já foi encaminhado aos órgãos de proteção. Até o fechamento desta matéria, não havia obtido retorno.

A reportografia segue acompanhando o desdobramento do caso e abre espaço para que a escola e a gestão municipal se manifestem. Qualquer nova informação será devidamente atualizada.

Nota da Redação:
Este é um caso que envolve uma menor de idade. Este veículo preza pela ética jornalística e, portanto, preserva a identidade da suposta vítima e não divulga a imagem em questão, que faz parte do inquérito policial. A matéria foi construída com base em denúncias públicas e na gravidade dos fatos alegados, sempre buscando a apuração dos envolvidos oficiais.