Após dois dias de intensos debates, o Tribunal do Júri Popular, no Fórum Des. Arthur Almada Lima, encerrou, na noite desta quarta-feira (26 de novembro), o julgamento de três homens acusados de fornecer o suporte logístico para o homicídio do advogado Ronaldo de Oliveira Sousa Rêgo, ocorrido em abril de 2023. O veredito foi de condenação unânime para todos os réus, que já deixaram o fórum encaminhados ao regime fechado.
Os jurados, após analisarem as provas e os depoimentos, consideraram os três culpados pela participação no assassinato que vitimou o jovem advogado de 26 anos. As penas foram definidas da seguinte forma:
Ian Felipe Lima Leal ("Ian Felipe"): 16 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Kassio Wanderson Moreira de Souza ("Padim"): 16 anos e 6 meses de reclusão, em regime inicial fechado.
Wanderson Almeida Silva ("Zulu"): 11 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
A acusação sustentou que o trio atuou nos atos preparatórios do crime, oferecendo suporte essencial para que o homicídio fosse executado. A defesa tentou reverter a acusação, mas o conselho de sentença aceitou a tese do Ministério Público.
Mandante aguarda julgamento; executor morreu
O julgamento desta semana focou especificamente na cadeia de apoio ao crime. A situação dos outros dois principais envolvidos no caso segue um rumo diferente.
O acusado de ser o mandante, Ricardo Andrade de Freitas, permanece preso preventivamente, aguardando a marcação de nova data para seu julgamento perante o Tribunal do Júri.
Já o executor material do crime, Francisco Marcelo Alves Guimarães, apontado como o autor dos disparos que mataram Ronaldo, faleceu em abril de 2024, antes de ser julgado.
Relembre o crime
O assassinato que chocou a cidade ocorreu no dia 19 de abril de 2023, no bairro Teso Duro. Ronaldo Rêgo estava dentro de uma loja pertencente ao seu pai quando foi abordado por um homem disfarçado de motoboy, usando uniforme de entregador de aplicativo.
O criminoso, identificado posteriormente como Francisco Marcelo, efetuou quatro disparos de pistola contra o advogado, sendo três deles na cabeça. A crueldade e a frieza do ato, somadas ao fato de o executor não ter roubado nada da vítima ou de outras testemunhas que estavam no local, levantaram desde o primeiro momento a forte suspeita de que se tratava de um homicídio encomendado.
Ronaldo Rêgo atuava na área criminal há apenas três anos e deixou uma esposa e uma filha. O veredito desta quarta-feira representa um capítulo final para a condenação dos participantes do crime, encerrando um dos casos de maior repercussão na Justiça de Caxias dos últimos anos