Polícia Maranhão
Operação investiga postos de combustíveis em Caxias, Alto Alegre, São Raimundo das Mangabeiras e em mais dois estados por suspeita de lavagem de dinheiro do PCC.
Investigação revelou que grupo usava empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para fraudar o mercado de combustíveis e ocultar patrimônio. Quase 50 postos foram interditados.
05/11/2025 11h03
Por: Liane Castro

Nesta quarta-feira (5), uma força-tarefa composta por Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Polícia Militar de São Paulo deflagrou a Operação Carbono Oculto, que investiga um sofisticado esquema de lavagem de dinheiro destinado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação resultou na interdição de quase 50 postos de combustíveis nos estados do Maranhão, Piauí e Tocantins.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Piauí, o grupo criminoso utilizava uma complexa estrutura que incluía empresas de fachada, fundos de investimento e fintechs para cometer fraudes no mercado de combustíveis e ocultar o patrimônio ilícito.

A investigação, que já está na 86ª fase, identificou uma interconexão direta entre empresários locais dos três estados e os mesmos fundos e operadores financeiros que são alvo central da operação. Essa teia financeira era o mecanismo usado para "limpar" o dinheiro proveniente de crimes e reintegrá-lo à economia formal, financiando as atividades da facção.

Como parte dos mandados de busca e apreensão, a polícia cumpriu medidas que evidenciam o poderio financeiro do esquema. Entre os bens apreendidos está o avião particular do empresário Haran Santhiago Girão Sampaio, um dos investigados. Além da aeronave, um veículo Porsche, avaliado em aproximadamente R$ 585 mil, também foi apreendido, ilustrando o alto padrão de vida financiado pelas atividades ilegais.

As interdições atingiram postos localizados em diversas cidades, com destaque para o Maranhão, onde os municípios de Caxias, Alto Alegre e São Raimundo das Mangabeiras foram alvos.

Confira a lista completa de cidades com postos interditados:

A operação segue em andamento, e novas investigações devem apontar mais detalhes sobre a extensão do esquema e a identificação de outros envolvidos. As medidas desta quarta-feira representam um duro golpe no aparato financeiro do PCC na região, expondo os métodos modernos utilizados por organizações criminosas para lavar capitais e se infiltrar em setores legais da economia.