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Polícia apreende até uma réplica da McLaren de Ayrton Senna em operação contra descontos indevidos no INSS.
A Polícia Federal apreendeu carros de luxo, incluindo uma Ferrari e uma réplica da McLaren de Ayrton Senna, em operação contra fraudes no INSS.
13/09/2025 09h42
Por: Kaio Silvano

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta sexta-feira (13) uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema milionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do INSS. A ação, autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), resultou na prisão de empresários apontados como líderes da fraude e na apreensão de bens de alto valor.

Réplica da McLaren de Ayrton Senna e Ferrari de R$ 4 milhões apreendidas

Durante as buscas em diferentes endereços ligados aos investigados, a PF encontrou um acervo impressionante de itens de luxo. Entre eles, uma réplica da McLaren MP4/8, carro usado pelo piloto Ayrton Senna na temporada de Fórmula 1 de 1993, e uma Ferrari F8 avaliada em cerca de R$ 4 milhões.

Além dos veículos, os agentes recolheram quadros, relógios de alto padrão, móveis antigos, armas e dinheiro em espécie, reforçando os indícios de ocultação patrimonial por parte dos envolvidos no esquema.

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Dois nomes centrais no esquema foram presos:

Ambos são acusados de articular fraudes em descontos ilegais aplicados sobre benefícios previdenciários, atingindo milhares de aposentados e pensionistas em todo o país.

Alvos da operação e mandados judiciais

Além das prisões, a PF cumpre 13 mandados de busca e apreensão, incluindo escritórios e residências ligadas ao advogado Nelson Willians, também investigado. Os investigadores apontam que os alvos apresentavam risco de fuga e movimentações suspeitas de patrimônio, o que motivou a ação imediata.

Esquema nacional de fraudes no INSS

O esquema investigado pela Operação Sem Desconto já movimentou valores bilionários, segundo fontes ligadas ao inquérito. O grupo empresarial teria se aproveitado de brechas no sistema previdenciário para impor descontos irregulares em contracheques de beneficiários, muitas vezes sem o conhecimento das vítimas.

A Polícia Federal segue analisando os bens apreendidos e as movimentações financeiras dos investigados. A expectativa é de que novas fases da operação sejam deflagradas nos próximos meses.