Política Brasil
STF retoma hoje, terça-feira (09), julgamento de Bolsonaro e aliados por suposta tentativa de golpe de Estado.
Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal analisa ações de Jair Bolsonaro e outros sete réus após eleições de 2022. Sessões ocorrem ao longo da semana.
09/09/2025 10h11
Por: Kaio Silvano

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) retomou nesta terça-feira (9) o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e de outros sete réus no processo que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições presidenciais de 2022.

A sessão, conduzida pelo presidente do colegiado, ministro Cristiano Zanin, começou com a leitura do voto do relator, ministro Alexandre de Moraes. Após a conclusão de seu parecer, a votação seguirá a ordem estabelecida: Flávio Dino, Luiz Fux, Cármen Lúcia e, por último, Cristiano Zanin.

A análise do caso será dividida em duas etapas. Primeiro, os ministros avaliarão questões preliminares levantadas pelas defesas, incluindo a validade da delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid e alegações de cerceamento de defesa. Em seguida, os magistrados passarão a votar o mérito das acusações, onde decidirão pela condenação ou absolvição de cada um dos réus.

Cronograma das Sessões

O julgamento está programado para ocorrer nos seguintes horários:

Quem são os Réus e as Acusações

Além de Jair Bolsonaro, respondem ao processo:

O grupo, denominado pelo Ministério Público Federal (MPF) como "núcleo crucial", é acusado pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

A única exceção é o deputado Alexandre Ramagem, que, por ter foro privilegiado, teve a acusação de dois crimes suspensa pela Câmara dos Deputados. Ele responde apenas por golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e organização criminosa armada.

O julgamento é acompanhado atentamente por juristas, políticos e pela sociedade, sendo considerado um dos mais significativos da recente história democrática do Brasil.