Caxias Caxias
Polícia investiga denúncia de despejo irregular de água não tratada pelo SAAE no Riacho do Tintor, com possível poluição do recurso hídrico.
A Polícia Civil investiga denúncia contra o SAAE de Caxias por suposto despejo de água não tratada no Riacho do Tintor. O caso segue em apuração com perícia técnica e laudo pericial, envolvendo órgãos de MEIO AMBIENTE.
04/09/2025 09h30 Atualizada há 6 meses
Por: Kaio Silvano

A Polícia Civil deu início a uma investigação para apurar o despejo de água não tratada no Riacho do Tintor, supostamente realizado pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Caxias. O caso foi registrado na manhã desta quarta-feira (3), após uma denúncia encaminhada pelo Poder Judiciário.

De acordo com a Polícia Militar, uma equipe foi enviada ao Balneário do Tintor, onde encontrou um funcionário do SAAE responsável por serviços em andamento. No local, foram realizados registros fotográficos e em vídeo. O homem explicou aos policiais que a água era proveniente do processo de retrolavagem de filtros da estação de tratamento e que estava sendo armazenada em tanques de decantação. Ele afirmou ainda que uma tubulação havia sido instalada para conduzir a água de volta ao riacho e que um sistema de filtragem seria implantado ainda no mesmo dia.

A Polícia Civil realizou todos os procedimentos investigativos, incluindo a notificação da direção do SAAE, que compareceu à delegacia para prestar esclarecimentos. Uma perícia técnica foi conduzida no local, e as investigações aguardam o laudo oficial para serem concluídas.

Em nota oficial, o SAAE de Caxias informou que o procedimento realizado é padrão durante a limpeza da estação de tratamento de água do bairro Ponte, responsável pelo abastecimento de oito bairros da cidade. De acordo com a autarquia, a água utilizada na lavagem e retrolavagem dos filtros é direcionada para tanques de decantação e, somente após esse processo, é devolvida ao Riacho Maria do Rosário.

O órgão reforçou que a água descartada "não é contaminada por nenhum produto químico", mas apresenta turbidez elevada, o que provoca uma mudança temporária na coloração da água. O SAAE também reafirmou seu "compromisso com a qualidade de vida da população e os cuidados com o meio ambiente".

O caso continua sob investigação, e novas informações devem ser divulgadas após a análise do laudo pericial.