O Brasil vive um desequilíbrio demográfico que chama atenção: segundo a PNAD Contínua 2024, divulgada pelo IBGE, existem hoje cerca de 6 milhões a mais de mulheres do que homens no país. Isso significa que, em média, há 92 homens para cada 100 mulheres.
A principal explicação está na maior expectativa de vida feminina, mas outros fatores sociais e de saúde também influenciam diretamente nessa diferença.
Apesar do predomínio feminino no cenário nacional, a pesquisa revelou que os homens ainda são maioria em apenas duas unidades da federação:
Tocantins
Santa Catarina
No restante do Brasil, as mulheres predominam em números absolutos.
Outro ponto de destaque do levantamento é a variação conforme a idade:
Entre os jovens: os homens aparecem em maior número.
Com o avanço da idade: as mulheres passam a liderar, reflexo direto de sua maior longevidade.
Esse cenário se repete em todas as regiões do país e reforça dados já apresentados no Censo 2022, quando o Brasil registrava 104,5 milhões de mulheres contra 98,5 milhões de homens.
De acordo com especialistas, fatores como:
Estilo de vida
Doenças crônicas
Maior exposição a riscos de acidentes e violência entre os homens
Acesso aos serviços de saúde
contribuem para que a população masculina tenha uma expectativa de vida menor do que a das mulheres.
O desequilíbrio entre os sexos não é apenas uma curiosidade estatística: ele influencia a dinâmica social, cultural e até econômica do Brasil.
Com mais mulheres do que homens, surgem impactos diretos em:
Relações afetivas e familiares
Mercado de trabalho
Políticas públicas voltadas à saúde e à longevidade
Especialistas acreditam que essa diferença tende a aumentar nos próximos anos, já que os avanços médicos e sociais continuam favorecendo a sobrevivência feminina em relação à masculina.