Neto do Sindicato critica políticos e serviços prestados em Caxias

Em pronunciamento surpreendente na noite dessa segunda-feira (2), durante o grande expediente da sessão da Câmara Municipal, o vereador Neto do Sindicato (PCdoB), ocupou a tribuna para dizer que não é submisso e que o seu trabalho na casa permanece firme e, principalmente, com o compromisso de dizer a verdade para a população caxiense, independente de estar atualmente aliado do prefeito Fábio Gentil, do governador do Estado, assim como aos três deputados estaduais caxienses que ainda não ecoaram as denúncias contra a péssima prestadora de serviços de energia, a empresa Equatorial.

Dizendo-se eleitor do deputado estadual Zé Gentil (Republicanos), o vereador lamentou o fato do parlamentar não ter pegado para si a defesa dos caxienses contra a Equatorial Energia, assim como deveria ter feito também a deputada estadual Cleide Coutinho (PDT), e o deputado estadual Adelmo Soares (PCdoB), que agora quer ser prefeito da cidade. “Todos que queremos ver as coisas de nossa cidade andando certas, temos que falar, não ficar calados diante dos maus serviços prestados no nosso município”, cobrou, ao se referir também ao péssimo serviço que um cartório está fazendo no município.

Deixando claro que o presidente Catulé está correto ao defender o município, e que seu mandato tem como norte tal premissa, a de dizer a verdade, em respeito, acima de tudo, às pessoas que o elegeram, Neto abordou a questão da saúde pública em Caxias, a qual, na sua concepção, está deixando a desejar.

Para o vereador, foi inadmissível assistir recentemente à morte de um jovem que não recebeu os devidos cuidados na rede de saúde pública de Caxias. “Eu lutei, o prefeito viu que eu lutei, mas aí sumiram os representantes do Estado e o município não pode resolver. Se eu fosse um vereador covarde, pelo fato de eu ser da base do prefeito, eu ficaria calado. Mas, eu não vou ficar calado, porque o governador Flávio Dino nunca votou em mim; o Fábio nunca votou em mim e não sei se votaria nessa eleição ou não, e quem votou para que viesse para cá foi o povo, e é a esse povo que eu devo satisfação nesta casa”, explicou.

Mostrando como as coisas andam erradas em Caxias, o vereador lembrou a distribuição de sementes de arroz e de feijão, pelo Governo do Estado, que somente chegaram a Caxias no último mês de fevereiro, época imprópria para o plantio na região.

Assunção denuncia que saúde tem dono

Neto do Sindicato recebeu aparte de Mário Assunção (Cidadania), que lembrou ao colega o quanto a pasta da saúde não tem dado sorte em Caxias. Assunção, citando os casos de mortalidade infantil na Maternidade Carmosina Coutinho, quatro anos atrás, destacou o ostracismo a que Caxias foi submetida na época, evidenciando em seguida que a mesma situação da saúde ter dono se repete no atual momento. “A saúde tinha que determinar e dizer quem seria votado, e foi usada como balcão de negócios para eleger vereador. E agora, nós estamos vivendo a mesma coisa. Ou se toma providência para acabar com isso, ou nós vamos tomar providência aqui na Câmara, porque é inadmissível. Quer ver um exemplo simples, vá fazer um TFD (Tratamento Fora do Domicílio), uma cirurgia. Se você não for ligada a uma pessoa ‘a’, pessoa ‘b’ ou pessoa ‘c’, você não consegue”, denunciou, enfatizando que a população não merece o atendimento da forma como está ocorrendo na saúde do município, assim como no Hospital Macrorregional, onde as portas estão fechadas para os caxienses e a regulação é o título de eleitor e em quem a pessoa vota, e não o tipo da doença”.

 

ASCOM/CMC