CAXIAS: Umbanda jovem se reúne para estudo

No dia 14 de janeiro de 2020, nesta terça, jovens de um espaço de Umbanda de Caxias-MA, o “Congá de Oxóssi, realizaram o II Estudo sobre a religião como tema “Umbanda: tipos e categorias de médiuns”, estudo este dirigido pelo médium André Ribeiro.

A Umbanda é uma religião surgida nos subúrbios do Rio de Janeiro. Em 15 de novembro de 1908, Zélio Fernandino de Moraes, nascido em São Gonçalo/RJ, teria incorporado do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Este espírito o teria ajudado a criar a religião de Umbanda.

Assim como pelo mundo afora a Umbanda é uma religião muito discriminada, seja por seu sincretismo, seja por ser de origem afro. Porém, muitos jovens a exemplo jovens de Caxias-Ma, estão se revelando e desvelando que ser umbandista não é ser do mal, pois segundo eles e “A Umbanda é fé amor e caridade, nós somos umbandistas sim, é não tem essa de umbanda branca e umbanda preta. O que existe é o umbandista que pratica o mal, haja vista que os termos ‘branca e preta’ já fomenta a discriminação”, afirma o dirigente do Conga de Oxóssi Wilson Lopes, também é professor e neuropsicólogo.

Sobre o tema do estudo dirigido, foi relatado cada tipo e categoria de mediunidade, algumas pouco conhecidas por muitos, inclusive por médiuns iniciantes, além de relatarem um pouco sobre o animismo. Segundo os jovens baseados nesses e outros motivos, a Casa de Oxóssi viu a necessidade de iniciar este novo trabalho em seu espaço, assim como acontece em outros Congares e Tendas umbandistas.

Um exemplo de tipo de mediunidade pouco conhecida é a de “Pictografia”, conhecido como pintura mediúnica a pictografia é o dom de pintar e produzir arte conduzido pelo espírito. Nesse ato, a entidade toma as funções motoras do médium desenvolvendo a pintura como forma de manifestação.

Para André Ribeiro, também ator, ter adentrado na Umbanda “Foi um passo muito positivo, pois assim tive como desmistificar que ouvia falar, desde pôr-nos medo de que espíritos nos fazem mal, nos dão tacas. Eu vejo diferente, para mim, nós pedidos os castigos em nossas vidas, assim como pedimos a Deus, nosso maior Ser Supremo que permite que nós tenhamos essa chance de sermos ajudado nesta religião, e como qualquer outra religião que pratica o bem, ajudar o próximo. Deus não castiga, nós mesmos que nos castigamos”, disse ele ao nosso site.

Um dos maiores propósitos dos encontros, além dos estudos veemente focados no conhecer a/da umbanda, sendo os jovens do Congá o comando de frente, é também, romperem os diversos preconceitos, já que “a religião umbandista cultua a paz, o amor, a caridade e o bem”, como todos que estavam lá afirmam.