A situação de uma menor continua sendo lamentável mesmo depois da morte. Com 15 anos, ela se enforcou às 04h00 da madrugada de sábado último, dia 28 deste, no Lar Divina Providência, no Planalto Anil, nas imediações do bairro João de Deus. Levada no domingo para ser enterrada no cemitério da Vila Embratel, a cova estava ocupada por outro corpo com dois meses de uso e exalava odor insuportável. A família não aceitou e o corpo da adolescente continua no meio da sala.

Revoltante para a família foi saber que o enterro foi todo orientado  para ser enterrada como indigente, mesmo com os parentes presentes no local e de posse do atestado de óbito em mãos. O Cemitério Boa Vista é administrado pela Prefeitura de São Luís.

Com problemas em casa, na rua da Manga, na Vila Vitória, próximo do São Raimundo, a menor não vivia mais  com a mãe que é dependente de drogas. Por isso, recebeu a ajuda do Conselho Tutelar e foi encaminhada para o Lar Divina Providência, que é mantido com a ajuda da Prefeitura de São Luís.

Após completar três meses no lar e estudando em escola pública, a adolescente revolveu se enforcar na madrugada de sábado. A família só tomou conhecimento da morte por volta das 11h30 da manhã.

No dia seguinte, domingo, quando foi ser enterrada no cemitério da Vila Embratel, a cova estava recentemente ocupada e ninguém suportou o odor no momento em que foi aberta.

A família trouxe o corpo de volta pra casa e conseguiu que fosse aplicado o formol fiado para ser pago hoje até às 10h, mas faltou o dinheiro. O pior é que o produto dura até hoje às 15h e eles não sabem como irão enterrar. Procuraram ajuda do Estado e da prefeitura e não conseguiram nada.

Enquanto isso o corpo da menor continua no meio da casa esperando alguma providência para ter um enterro digno. O fato despertou a revolta dos moradores do bairro, mas não sensibilizou as autoridades estadual e nem municipal.

O Lar da Divina Providência já recebeu a presença do prefeito Edivaldo Holanda Júnior em uma das etapas da parceria com o Lar Calábria, instituição mantida por religiosos da igreja católica, que também tem feito de conta da inexistência do problema.

Se para viver foi uma enorme dificuldade, a morte por suicídio restará como trauma no seio da família, e até para ser enterrada tem sido pior ainda. Misericórdia!

O.Contato da família: (98) 98911-1888, falar com Josy, tia da menor.

Do Blog do Marcos Lima

 

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