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A família estava indo comer açaí quando foi surpreendida pela abordagem de uma equipe do 5º BPM. Menina foi morta com dois disparos.

Em depoimento na Delegacia de Homicídios, na tarde desta terça-feira (26), Dayanne Caetano, mãe da pequena Émile Caetano, morta a tiros por policiais militares em uma perseguição na zona Leste de Teresina na madrugada de hoje, relatou muito emocionada que a filha “morreu com fome”. A informação é do coordenador da Delegacia de Homicídios, o delegado Francisco Costa, o Baretta.

Dayanne Caetano informou ao delegado Baretta que a família tinha ido visitar um amigo que estava doente e, na volta para casa, Émile disse que estava com fome. Por isso, os pais decidiram ir comer açaí, no bairro Dirceu Arcoverde, quando foram surpreendidos pela abordagem equivocada de uma viatura do 5º Batalhão da Polícia Militar.

De acordo com a mãe, o pai Evandro Costa não parou imediatamente após a abordagem porque estavam sem a cadeirinha obrigatória para transportar a bebê que a mãe carregava nos braços. “Por pouco, a bebê também não morreu, porque a mãe foi baleada e estava com o bebê nos braços”, afirma o delegado Baretta.

“Por pouco, a bebê também não morreu”, diz delegado Baretta.

Ao descer do carro, a mãe implorou para que os policiais parassem de atirar, mas os policiais teriam respondido com palavras de baixo calão. “Ela pediu para eles pararem de atirar, porque estavam com crianças no carro, e um dos policiais foi gritando com ela e perguntando ‘não parou por que, vagabunda?’ [sic]”, relatou o delegado.

Após os disparos, vários populares tentaram intervir na abordagem policial, mas teriam sido ameaçados pelos policiais. “Apareceram várias pessoas que estavam passando pelo local, perguntando porque eles estavam fazendo aquilo, e eles disseram para ninguém se meter senão ia sobrar bala para eles também”, disse o delegado Baretta.

Investigação

O delegado Baretta informou ao portal O Dia que a Corregedoria da Polícia Militar foi notificada para que apresentasse os policiais envolvidos no caso à Delegacia de Homicídios e aguarda o comparecimento para coletar os depoimentos dos suspeitos. “Se eles não apresentarem os envolvidos, vou ter que comunicar à Secretaria de Segurança, porque a Policia Civil é a responsável pela investigação”, diz. O pai da criança também não foi ouvido ainda pela Polícia Civil porque está internado no Hospital de Urgências de Teresina, com uma bala alojada na região da nuca.

Com a abertura do inquérito, a Homicídios também solicitou a análise de imagens das câmeras de segurança da região onde ocorreu o caso, além de exames de corpo de delito, do local do crime e o laudo cadavérico. Populares que estavam nas imediações no momento do ocorrido também foram ouvidos pelo delegado Baretta e deverão ajudar na elucidação do homicídio.

Do Portal O Dia

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