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SÃO LUÍS – A estudante do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Conservação (PPGBC) da UFMA, Brenda Izidio, participará da Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas (COP 14) sobre a Convenção de Diversidade Biológica (CDB), que ocorrerá entre os dias 17 e 29 de novembro, na cidade de Sharm El Sheikh, no Egito.

Referência para o Maranhão

A bióloga e mestranda de 25 anos será a primeira maranhense a participar dessa Conferência da ONU e embarcará como parte da delegação da associação de jovens Engajamundo e da organização Global Youth Biodiversity Network.

“É a primeira vez que uma jovem maranhense participará dessa reunião, o que é importante, porque, além de levar a representatividade como mulher, jovem, cientista formada pela educação pública e cidadã maranhense, também poderá levar posicionamentos relevantes para incidir nas discussões a favor da manutenção e proteção da natureza, como terei oportunidade de criar rede de contatos e parcerias com atores globais que fazem parte da luta por um desenvolvimento sustentável no planeta”, frisou Brenda.

Com financiamento da organização internacional de jovens “Global Youth Biodiversity Network” em parceria com a ONG Engajamundo, das quais faz parte, Brenda representará o Brasil com outros dois participantes de São Paulo (SP) e de Santarém (PA), compondo a delegação brasileira na juventude global da Conferência.

“Como coordenadora do grupo de trabalho sobre biodiversidade do Engajamundo, tenho trabalhado conjuntamente na formação e na capacitação de jovens em comunidades brasileiras para que eles possam incidir politicamente em espaços de tomada de decisões políticas de nível local a internacional, exatamente o que pretendemos fazer durante a Conferência”, contou.

Segundo a estudante, é importante que o jovem tenha representatividade em discussões como essas, pois a participação efetiva nesses processos impacta diretamente a vida de todos.

“Participar de uma Conferência da ONU, além de ser um grande sonho, é também uma realização de tentar contribuir com embasamento científico e político para as negociações e tomadas de decisão, que comumente são realizadas a portas fechadas, e a que a sociedade em geral não tem acesso”, relatou.

Determinada, Brenda Izidio revelou que os conhecimentos adquiridos na UFMA, tanto na graduação em Ciências Biológicas quanto na pós-graduação, a deixaram mais segura para estar na COP 14.

“Ter-me formado bióloga e estar fazendo o mestrado em Biodiversidade e Conservação na UFMA me deu possibilidade de ter embasamento para tratar sobre as políticas que dizem respeito à diversidade biológica e sua conservação”, disse.

A influência do curso de Mestrado em Biodiversidade e Conservação

O Curso de Mestrado em Biodiversidade e Conservação da UFMA foi recomendado pela CAPES em 2004 sendo avaliado com o “conceito 3”, reconhecendo a produção científica do corpo docente e discente, a estrutura curricular do curso, a infraestrutura de pesquisa da instituição, entre outros fatores.

Com dezoito professores na grade curricular, o mestrado atua com três linhas de pesquisas: Biologia de Populações e Comunidades de Áreas de Transição; Diversidade Animal e Vegetal de Áreas de Transição; e Ecotoxicologia e Bioprospecção. A coordenadora do PPGBC, Alana Aguiar, ressalta que o Programa tem sido um diferencial para os mestrandos que querem prosseguir nos estudos, buscando MBA ou equivalente e doutorados, além de serem bem-colocados no mercado de trabalho.

“O Programa reúne um grupo multidisciplinar de docentes pesquisadores dedicados às temáticas intrínsecas à diversidade biológica e conservação das espécies. Com a alta qualidade dos professores e difusão dos conhecimentos em sala de aula, todos os estudantes saem do PPGBC bem-colocados no mercado de trabalho, atendendo, principalmente à área do ensino, sendo aprovados em concursos públicos nos cargos de professores do ensino básico ao superior e, ainda, habilitados para consultoria em empresas privadas”, ressaltou Alana.

A mestranda Brenda Izidio faz parte do grupo de pesquisa “Laboratório de Estudos Botânicos” (LEB), formado por alunos da graduação e da pós-graduação sob a orientação do professor Eduardo Almeida, no qual o trabalho com as linhas de taxonomia e ecologia botânica tem levado os pesquisadores a considerar o papel do cientista enquanto influenciador nas negociações e decisões políticas sobre a conservação da biodiversidade, uma preocupação que também se reflete dentro do PPGBC.

“A minha expectativa é que, ao final do mestrado, eu possa ser uma especialista em biodiversidade e, junto com a experiência adquirida nessa conferência da ONU e no meu trabalho no Engajamundo, eu possa atuar mais fortemente no Maranhão para que tenhamos mais políticas que levem em conta a importância de se conservar nossa flora e fauna”, finalizou Brenda.

Fonte: ASCOM

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