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Nos dias 14 e 15 de março, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) Campus Caxias promoveu oficinas sobre processamento de alimentos biofortificados. Na tarde de quinta-feira, a iniciativa contemplou 29 manipuladoras de alimentos da Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social. Na ocasião, elas foram acompanhadas pela nutricionista Natalia Coelho Soares e por estudantes do 2º do curso técnico em Agroindústria. “Nossa atuação consistiu em monitorar a instrução de alimentos para as manipuladoras, auxiliando nos processos necessários para conclusão da aprendizagem das mesmas, assimilando assim o conhecimento teórico aprendido em sala de aula, especificadamente na disciplina de Processamento de Produtos de Origem Vegetal”, explica o aluno Pedro Henrique Silva Magalhães.

Para Natalia Soares, o que as manipuladoras aprenderam será importante para fortalecer a segurança nutricional. “As manipuladoras atuam na produção da refeição dos assistidos em diversos projetos desenvolvidos na pasta, como Centro de Referência de Assistência Social (Cras), Centro de Convivência de Idoso e Centro de Juventude. Então, na atuação, elas podem aplicar o que estão aprendendo aqui”, avalia a nutricionista.

A atividade foi desenvolvida em parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (SAF), com o objetivo de multiplicar as formas de uso culinário dos alimentos biofortificados. O técnico em Alimentos e Laticínios do campus, Francisco Wenner da Silva, juntamente com a agricultora Antônia Lúcia Carvalho, de Alto Alegre do Maranhão, foram os responsáveis por ministrar as oficinas. “Eu conheci os alimentos biofortificados no dia de Campo em Codó. Depois, procurei o secretário de Agricultura da minha cidade. Tive o apoio e comecei a plantar. Aí começou meu trabalho. Na cidade, outros agricultores desenvolvem trabalhos com produtos biofortificados”, explicou Lúcia Miranda, destacando que a iniciativa foi pioneira no Maranhão. “Estamos tentando avançar através de parcerias com a Embrapa e a SAF”, destaca. “Tenho uma propriedade no povoado Mamurana, onde planto e faço o processamento de batata, feijão e macaxeira. Por necessidade e perceber certa dificuldade na exportação da batata, criei os derivados. Foi quando tive a ideia de fazer o doce, os caldos de batata e macaxeira e o bolo”, explica Lúcia Miranda. “A partir daí, comecei a frequentar as Feiras da Agricultura Familiar e Agrotecnologia do Maranhão (Agritec). Frequentei até a 13ª edição, sempre levando meus produtos e divulgando os produtos biofortificados. Hoje, estou aqui ensinando o que aprendi em todos esses anos”, concluiu.

No segundo dia, as atividades foram voltadas para agricultores de Caxias e região, além de alunas do curso “Como transformar frutas e hortaliças em um negócio lucrativo: produção de doces, geleias, compotas e outros produtos”, do Programa Mulheres Mil.

“Nesses dois dias, ensinamos a fazer feijão tropeiro com o feijão-caupi, cuscuz baiano usando o milho, caldos de batata e macaxeira, bolos de macaxeira e batata e bolo de milho. Todos foram feitos com produtos biofortificados colhidos aqui no Campus Caxias”, pontua Lúcia Miranda.

As oficinas foram acompanhadas pelo professor Geraldo Braga, prefeito de Governador Edison Lobão/MA, situado a cerca 550 quilômetros de Caxias. “Pretendemos estreitar as relações entre as instituições”, pondera. “Atualmente, nossa cidade conta com um polo industrial que agrega quatro curtumes, sendo um dos maiores polos coureiros do Norte e Nordeste, gerando mais mil e quinhentos empregos”, destaca o prefeito. “Então, nossa intenção, aqui também é aprender para quando retornamos a Governador Edison Lobão, buscarmos meios de elevar a produção local voltada para a agricultura, dessa forma, estimulando, sobretudo, o pequeno produtor”, frisa professor Braga.

 

Sobre a biofortificação

De acordo com a Embrapa, o processo de biofortificação é feito com o cruzamento de plantas da mesma espécie, conhecido como melhoramento genético convencional, gerando cultivares mais nutritivas. Além da qualidade nutricional, são também incorporadas boas qualidades agronômicas (produtividade, resistência à seca e pragas), além de boa aceitação pelo mercado.

ASCOM

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