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“A família está destruída. Ele era tudo para a nossa mãe, um pai amoroso, trabalhador, um homem honesto e justo”, assim Magna Cristina Souza definiu a personalidade do irmão Hiltonberto Rodrigues de Souza, morto no desabamento de dois prédios na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, que aconteceu na manhã de sexta-feira (12).

Também morreram no desastre a esposa de Hiltonberto, Maria Nazaré, e seu filho, Hilton Guilherme Sodré, de 12 anos. Os familiares estão no Instituto Médico Legal (IML) aguardando chegar o corpo do adolescente Hilton Guilherme. Ele chegou com vida no Hospital Miguel Couto, na Zona Sul, mas não sobreviveu. Todos eram da cidade maranhense de Pinheiro, local onde devem ser sepultados os corpos.

A Prefeitura do Rio disse que está dando assistência à familia e intermediando o traslado. Em nota, informou que “o município já está em contato com as famílias da Muzema, prestando atendimento para que todos os serviços cemiteriais sejam feitos de forma gratuita pela prefeitura.”

Com a retirada de mais dois corpos dos escombros, subiu para 9 o número mortos no desabamento dos dois prédios. Na noite de sábado (13), os bombeiros retiraram o corpo de uma mulher adulta e de uma criança do sexo masculino.

Ao todo, foram retiradas 17 pessoas dos escombros, sendo 7 já sem vida. Outras duas pessoas que foram socorridas e hospitalizadas não resistiram aos ferimentos: um homem de 41 anos e um adolescente de 12. Os bombeiros trabalham neste domingo (14) com a estimativa de que ainda há 15 desaparecidos sob o que restou dos prédios.

Magna contou que Hiltonberto trabalhou muito para conseguir o imóvel. A irmã de Hiltonberto quase não conseguiu reconhecer o corpo. “Eu não queria aceitar que isso tinha acontecido. Ele juntou dinheiro para comprar esse apartamento, que deve ser feito de areia pra cair assim”, disse.

O casal Hiltonberto e Maria Nazaré tinha mais uma filha, Isabely, que sobreviveu ao desabamento e está bem. “Falei com ele [o irmão] antes de dormir e acordei com alguém me dizendo que o prédio tinha caído”, lembra Magna.

 

Com  informações: MA 10

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