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Por Ricardo Marques –  A dúbia posição do prefeito de Caxias (MA) Fábio Gentil, em relação às próximas eleições para Governo do Estado e Senado, é uma jogada arriscada e pouco recomendável, sobretudo num ambiente onde não cabe amadorismo. O “Cabeludo” tenta levar no bico o alto clero da política maranhense. O mandatário de Caxias tem flertado com tudo e com todos ao mesmo tempo. De Flávio Dino a Roseana Sarney, passando por Roberto Rocha e Eduardo Braide. Nunca diz que sim e muito menos que não. Parece querer ser a última moça cobiçada do baile.

Repito: é um jogo arriscado, e que pode terminar por deixá-lo isolado. Um sintoma de isolamento, aliás, ficou explicitado na noite do último sábado (14), quando o prefeito inaugurou o ‘Mirante da Balaiada’. A suntuosa inauguração, apesar de exaustivamente anunciada, não atraiu nenhum nome da alta política maranhense, embora Fábio Gentil tenha convidado o governador Flávio Dino, e seu vice-prefeito, juntamente com o pai, tenham feito convites à Roseana e a Roberto Rocha. E por que será que nenhum deles quis dar as caras por aqui? Porque seria imprudente juntar tantas correntes antagônicas num mesmo balaio. Em ano eleitoral, a ausência de político importante num evento grandioso como aquele deveria servir para acender a luz de alerta no QG dos Gentil.

Em política é preciso ter lado. Tem que tomar partido. Tem que se expor. Esse negócio de ficar em cima do muro não pega bem. Ainda mais para quem já vem sendo acusado de não cumprir os acordos firmados com os próprios aliados. A falta de uma posição clara em relação às eleições majoritárias, expõe o prefeito Fábio Gentil e reduz a importância de Caxias – um município com um dos maiores colégios eleitorais do Maranhão e uma história de protagonismo importante na política do Estado.

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