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O badalado concurso público da Prefeitura de Caxias parece lei de Murphy – “se algo pode dar errado, dará”.  E tem dado errado desde o anúncio da entidade contratada para realizar o certame – uma tal de ‘E. F. Pesquisas e Projetos Ltda’, que até a divulgação do nome era uma empresa desconhecida pelas bandas de cá, e que alguns internautas mais curiosos descobriram estaria envolvida em situações, digamos, nebulosas.

Daí, uma névoa que paira sobre a contratada se espalhou feito rastilho de pólvora nas redes sociais. Pronto, estava desacreditado o concurso prometido em campanha pelo atual mandatário municipal de Caxias. Mas Fábio Gentil (foto) – não se sabe porquê e nem aconselhado por quem – resolveu “bancar” o desgaste e insistir na manutenção da empresa. Tocou em frente, como se diz.

Foi um erro primário do “Cabeludo”, admitamos. O concurso ficou sem a menor credibilidade. Nas redes sociais pululam apostas com nomes de prováveis “aprovados”. Para entornar de vez o caldo, o Tribunal de Contas do Estado do Maranhão (TCE-MA), por meio de uma medida cautelar, suspende o certame, até o órgão inspecionar a lisura do processo seletivo.

O TCE-MA acolheu representação do Ministério Público.

Em nota, a Procuradoria Geral do Município minimizou o problema e disse que o concurso está mantido, garantindo, inclusive, que as provas serão normalmente aplicadas nos dias 20 e 27 vindouros, “até ulterior deliberação”.

O fato é que o governo dos Gentil tem patinado feio no campo licitatório, a despeito de o alcaide ter sido vereador por longos 20 anos ininterruptos. A Comissão Central de Licitação da prefeitura de Caxias (CCL) teve exatas 81 licitações anuladas em 2017, por alguma irregularidade qualquer apontada pelo Parquet. O número é absurdamente alto. Dividido, dá quase sete licitações canceladas por mês, ou perto de duas por semana. Então, tem algo errado lá, e quanto a isso não há o que discutir. A atual CCL tem dificuldade até para concluir certames simples, como licitações da merenda ou do transporte escolar – algo básico para qualquer administração pública.

Como diz o poeta baiano, “alguma coisa está fora da ordem”.

 

Do Blog do Ricardo Marques

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