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Um novo estudo feito no Brasil por um grupo internacional de cientistas revela que, no oeste do Pará, 62% dos tatus estão infectados com a bactéria causadora da hanseníase – uma doença contagiosa que pode provocar danos graves aos nervos e à pele.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil tem o segundo maior número de casos de hanseníase no mundo. Em 2016, 25.218 novos casos foram diagnosticados. Apenas a Índia teve um número maior de novos casos registrados  naquele ano: 135.485. O Brasil concentra 92,2% dos casos de hanseníase na América do Sul.

De acordo com os autores da pesquisa, publicada no último dia  (29), na revista científica Plos Neglected Tropical Diseases, já se sabia que os tatus (Dasypus novemcinctus) podem transmitir a humanos o Mycobacterium leprae, bacilo causador da hanseníase, a partir de casos relatados no sul dos Estados Unidos.

Embora não existam provas de que o tatu é um reservatório natural para a transmissão de hanseníase no Brasil, de acordo com os autores do estudo, a presença do bacilo nos animais preocupa, já que parte da população da Amazônia brasileira tem o hábito de caçar o tatu, que faz parte da dieta local.

De acordo com um dos autores do estudo, John Spencer, da Universidade Estadual do Colorado (Estados Unidos), o grupo de cientistas realizou levantamentos sobre a ocorrência de tatus no oeste do Pará e fez testes genéticos com o DN A extraído de 16 tatus capturados por caçadores locais.

Os 16 tatus examinados foram caçados nas florestas em torno de duas comunidades de Belterra: São Jorge e Corpus Christi. Paralelamente, a equipe também estudou um grupo de habitantes da região para saber qual é a extensão e frequência de suas interações com os tatus. Os cientistas coletaram amostras de sangue dos habitantes e mediram os níveis de anticorpos da bactéria da hanseníase.

Segundo Spencer, dos 16 tatus estudados, dez estavam infectados com o M. leprae. Das 146 pessoas submetidas à análise, sete pacientes foram diagnosticados com hanseníase. Mas 92 indivíduos – ou 63% da população examinada – apresentaram testes positivos para o anticorpo da bactéria. De acordo com o cientista, isso sugere que a maior parte da população já foi exposta à M. leprae.

Fonte: UOL

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